escrevo para me esvaziar de mim.
a cuspo. para me libertar das musas.
de um saber imperial. dos meus órgãos.
calçados com planisférios.
escrevo para que te apaixones
pelo que pareço e não pelo que sou:
o meu interior é horrível e degradante
e eu por fora um límpido sorriso de candelabros.
eu sou perigoso. a minha língua é azul.
daniel jonas
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Assinar:
Comentários (Atom)