quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ah esses!

Ele viu verde.
Ela sorria pra caber no vazio
Ele esperou em outras.
Ela errava o caminho.

Ele fez poema.
Ela nem sabia.
Ele mal sonhava.
Ela nem dormia.

Encontraram-se. Os dedos.

Ele perdeu-se
Ela se achou
Ele revoou suas borboletas.
Ela o anestesiou.

Ele falou primeiro.
Ela sentiu muito.
Fez sentido.
Tudo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Porque?

escrevo para me esvaziar de mim.
a cuspo. para me libertar das musas.
de um saber imperial. dos meus órgãos.
calçados com planisférios.
escrevo para que te apaixones
pelo que pareço e não pelo que sou:
o meu interior é horrível e degradante
e eu por fora um límpido sorriso de candelabros.
eu sou perigoso. a minha língua é azul.

daniel jonas